Discriminação da Capoeira

O Desenvolvimento da Capoeira Dos tempos da escravidão para cá, muita coisa aconteceu no mundo da capoeira. Foram crises, proibições, liberações, perseguições, etc. Atualmente, a capoeira é reconhecida e praticada mundialmente pôr um número incalculável de pessoas. Porém, existem pontos a serem discutidos e melhor evidenciados. Dentre eles, muitas coisas que as pessoas falam, mas, que até hoje, não disseram realmente nada.
A libertação de uma arte Foi em nome da liberdade para a capoeira como um todo que a luta continuou e continua até hoje. Mesmo sob o ferro da repressão, grandes nomes de capoeiras célebres passaram para a história. Entre estes estão nomes que já se foram como Mestre Pastinha, Mestre Bimba, Mestre Gigante, Manduca da Praia, Mestre Leopoldina, Pedro Cobra, Nascimento Grande e Besouro Mangangá, que ganhou este apelido devido ao conteúdo de uma lenda que o cercava e que dizia que quando ele se via cercado pôr muitos homens armado s, ele se transformava num inseto, um besouro gigante e saía voando, deixando todos apavorados com seu sumiço. Sem usar armas, a capoeira bateu-se esse tempo todo contra a injustiça que perseguia seus praticantes.Hoje a capoeira é arte, arte livre e pura que trás em seu íntimo a luta de um povo pela própria liberdade de viver.
A Vitória de uma Cultura No Brasil a capoeira cresce num contexto de conflito no Recôncavo Baiano, nas fazendas do Rio de Janeiro e nas serras de Pernambuco. Através da saga dos quilombos foram aprimoradas técnicas de combate, dissimuladas nas senzalas, onde, diante dos olhos do feitor, era praticada a luta em forma de dança. No dia 31 de outubro de 1821, o intendente geral da polícia da corte recebia do príncipe regente, instruções para pôr fim às desordens provocadas pêlos capoeiras. Com a guerra do Paraguai, estes capoeiras s faziam parte das maltas de capoeira que promoviam a desordem pública e atemorizavam os transeuntes, intimidando pessoas pacíficas. Cabe destacar que, além de muitos elementos oriundos de classes mais pobres, muitos rapazes da alta roda da burguesia cultivavam com entusiasmo a prática da capoeira que já estava criando raízes na sociedade carioca. Em 1890, com o advento da república, teve início uma ferrenha campanha contra a prática da capoeira, levando muitos jovens da sociedade a se transformarem em marginais, já que a capoeira era tida como crime. Devido a tanta proibição foram criados códigos e estratégias de comunicação através dos toque de Cavalaria (a polícia anda a cavalo), ou através do toque Amazonas ou de São Bento Grande que dava aviso de área livre.
Toda esta perseguição era na verdade preconceito, racismo e luta de classes, misturados com medo e ignorância pôr parte daqueles que se sentiam ameaçados com o fortalecimento da cultura afro-brasileira. No entanto, em 1937, o então presidente Getúlio Vargas, revogou a lei Sampaio Ferraz, liberando a capoeiragem. Isto depois de assistir a uma apresentação de Mestre Bimba e de seus alunos. Esta apresentação deixou Getúlio Vargas muito impressionado com a beleza da arte da capoeira, e dando licença a Mestre Bimba para registrar sua “escola”, tornando-se o primeiro a sistematizar o ensino da capoeira no Brasil. Mestre Bimba introduz inovações no jogo, golpes e contra-golpes de bateria, o atabaque, o berimbau, o agogô, o reco-reco, destituindo do jogo rituais como a ladainha, pôr exemplo.
Era a capoeira Regional. O estilo Angola resiste e permanece até hoje como a expressão primeira da capoeira. Comparações à parte, o que importa mesmo é a vitória desta cultura tão rica e tão importante que é parte maior da atual cultura brasileira.

2017-03-04T00:01:11+00:00